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Especial: Rio Branco completa 101 anos de história

Olá torcedor, 

101 anos. 1.200 meses. 36.502 dias. 876.048 horas (até a meia noite de hoje, 4). 52.562.880 minutos. E nesses milhões de minutos muitas emoções. É fato que, hoje, o Rio Branco não é mais o mesmo de anos atrás. Porém, o Tigre continua disputando, de forma brava, todos os campeonatos que se propõe a participar. Isso é valoroso, isso é glorioso. Não é qualquer clube que chega aos 101 anos com pernas para conseguir chegar ao 102, 103, 104… 
Para você, leitor, ter uma ideia, desde a fundação do Rio Branco, em 1913, mais de 300 clubes se extinguiram no estado de São Paulo. Uns tradicionais, outros nem tanto. Mas todos com o seu valor. E o Rio Branco é um dos seletos times a chegar aos 101 anos. Não é para qualquer clube, convenhamos. 
Seja naquela escura Rua Fernando de Camargo até a atual Avenida Carmine Feola. Todos, na cidade de Americana, têm uma história com o Rio Branco. Não importa como, mas tem. Na torcida, no futebol, nos outros esportes, nos bailes, nas domingueiras e nos eventos. O Rio Branco faz parte do cotidiano do americanense. E isso só o candidata, mais ainda, a um dos gigantes do interior paulista. 
A história do Tigre é tão rica que três apaixonados resolveram levantar fatos desse gigante: eu, meu colega Cláudio Giória, o maior historiador do Rio Branco, e meu “quase pai” Roger Willians. E levantando fatos, vamos criando uma rede de pessoas que participam ou participaram da história alvinegra. Niquima, Rogérião, Malucos, TURBO, Tigre da Frezzarin, Athos Pisoni, Aritana, Henrique, “Tchida” Marin, e por ai vai. Muita gente envolvida com esse clube tradicional.
Aliás, aproveito o espaço para ressaltar: a história alvinegra está preservada, de forma segura e rica. O Cláudio Giória tem pronto um almanaque riquíssimo do Rio Branco, além de um conjunto de materiais que irá emocionar o apaixonado alvinegro. Um baú de histórias. O Roger tem muito da década de 20, época mais gloriosa do Tigre, além de um livro que ele escreveu e está parcialmente pronto. E, eu, também estou preparando um almanaque do alvinegro, mas contando junto a história do Vasco e AEC que se fundiram ao Rio Branco, bem como da história das bases do alvinegro americanense. Além disso, tenho quase pronto um livro revelando detalhes do título de 68, do Vasco, e do titulo de 2012, do Rio Branco, nomeado como “1968 e 2012: de Vasco a Tigre, de Rosalen a Luisinho”. Ou seja, tem gente para contar a história desse clube glorioso. E quando tem muitas pessoas querendo contar a história de um time mostra que ele é gigante, vencedor e importante. Esse é o Rio Branco.  
Merece, além daquele belíssimo suplemento do Todo Dia no centenário, esse post especial contando um pouco também da história alvinegra. Marcada, principalmente, por glórias e vitórias. Também marcada por fusões, casos de AEC e Vasco, que também contarei um pouquinho aqui. Tudo tem uma história e ela vem sendo descoberta e escrita a cada dia.
Embarque, junto ao Foco no Esporte, do brilhante Sanderson Barbarini, a quem devo agradecer a oportunidade de divulgar essa matéria, nessa volta ao passado. Personalidades, retrospectos, confrontos, HISTÓRIA. Não gosta do passado? Então, tente, você, leitor, escrever uma história no presente. Eu estou aqui para divulgar o quão grande somos. Parabéns, Tigre. Essa nação te ajuda a levantar e continuar buscando os “troféus da vitória”. Dá-lhe Tigre! 
Gabriel Pitor Oliveira, 
Historiador e setorista do Rio Branco Esporte Clube. 


O PRIMEIRO TÍTULO: 1921
Era Amadora. 1921 começou de forma gloriosa ao Rio Branco: dois títulos. No fim do ano, na disputa do título maior do interior paulista, o Tigre acabou padecendo e perdendo para o Paulista de Jundiaí. Na época, o título de “campeão do interior”, era o maior degrau que um clube interiorano poderia sonhar. A Taça Competência, era, na verdade, um “supercampeonato paulista”. Mas, o que valia, de fato, era o título de campeão do interior.

Todos os jogadores trabalhavam até às 17h e seguiam depois para treinar no Rio Branco. Detalhe é que depois do treino, o preparo físico era na base da corrida pelas ruas da então Villa Americana. Os relatos dão conta de que os acontecimentos do clube mobilizavam a cidade, seja um jogo amistoso até uma decisão de troféu.
Os heróis do primeiro título: Alfredo Maia; Alfredo Vitta e Augusto Américo; Joaquim Azanha, José Conegundes e Rafael Vitta; Antonio Machado, Virgilio Braga, Paschoal Vitta, José Bortolato e Albertino Machado. Estavam no elenco: Carabina, Macaco, Eduardo Guedes, João Cibin, Salvador Dias (Dodô), Mario Oliveira e Julião Justi.
No campeonato da Zona Paulista, o campeão foi o Rio Branco FC, com um três vitórias e uma derrota:
18/12/21 – Concórdia 1-0 Rio Branco – Campinas
25/12/21 – Rio Branco 2-0 Pirassununguense – Americana
8/01/22 – União Agrícola 0-2 Rio Branco – Santa Bárbara
22/01/22 – Guarany 1-2 Rio Branco – Campinas
Com a vitória sobre o Bugre, houve empate de pontos, obrigando novo jogo, disputado dias depois, em Jundiaí, no dia 29 de janeiro de 22 (os campeonatos começavam em um ano e terminavam em outro). O Tigre conquistaria seu primeiro título, o de Campeão da Zona Paulista, e com estilo: sonoros 5 a 2 no Guarany (à época com “y”). Relatos dão conta de que foi um jogo muito violento. 
Como campeão da Zona Paulista, o Tigre foi para o Campeonato do Interior, mas acabou perdendo, por 1 a 0, para o Paulista de Jundiaí e ficou com o vice-campeonato. Esses foram os jogos da fase final: 
Jogos da fase final:
19.02.1922
Comercial
3
X
1
XV de Novembro
São Paulo
24.02.1922
XV de Novembro
2
X
1
Rio Branco
Jundiaí
24.02.1922
Paulista
11
X
1
Taubaté
São Paulo
05.03.1922
Rio Branco
4
X
1
Taubaté
São Paulo
12.03.1922
Paulista
11
X
0
XV de Novembro
São Paulo
19.03.1922
Comercial
1
X
0
Taubaté
São Paulo
19.03.1922
Paulista
1
X
0
Rio Branco
São Paulo
26.03.1922
Taubaté
4
X
2
XV de Novembro
São Paulo
26.03.1922
Rio Branco
2
X
0
Comercial
São Paulo
02.04.1922
Paulista
1
X
1
Comercial
São Paulo
1922: O CAMPEÃO DO CENTENÁRIO
Conquistou tudo, menos a Taça Competência. De bom tamanho, aliás. O alvinegro americanense já começava a impor sua supremacia no interior paulista. Um esquadrão totalmente imbatível. Um time que jogava um futebol vistoso, inteligente. O verdadeiro futebol arte. Não tinha frescura, não importava se o gol seria de bico ou de mão. O importante era vencer. 
Na Zona Baixa Paulista, o Rio Branco decidiu o título contra o Paulista de Jundiaí. Um embate sensacional que derrubou o time jundiaiense. A supremacia alvinegra começa nesse jogo. 
Zona Baixa Paulista
13/08/22 – Rio Branco 3-1 Guarany – Americana (Gols do RB: Paschoal (2) e Augusto Américo)

03/09/22 – Rio Branco 2-0 São João de Jundiaí – (Gols do RB: Paschoal e Augusto)

12/10/22 – Rio Branco 2-1 Paulista de Jundiaí – (Gols do RB: Paschoal e Frutuoso)

29/10/22 – Rio Branco 2-0 São João de Jundiaí – Jundiaí (Gols do RB: Braga e Frutoso)

Sem data específica – Rio Branco 5-2 Guarany – Jundiaí.

24/02/23 – Rio Branco 1-3 Paulista de Jundiaí – São Paulo (Gols do RB: Frutuoso marcou para o RB)
A final da Zona Paulista era sempre o campeão da Zona Baixa Paulista contra o campeão da Zona Alta Paulista. Tigre e Rio Claro decidiram o titulo em 22. E advinha quem ganhou?
11/03/23 – Rio Branco 3 x 2 Rio Claro – Jundiaí (Gols do Tigre: Augusto (2) e Paschoal)
O Campeão do Interior: “Campeão do Centenário”
25.02.1023 – Sanjoanense 2 X 1 Taubaté São Paulo
11.03.1923 – Taubaté 4 X 0 América São Paulo
18.03.1923 – Rio Branco 0 X 0 Sanjoanense – Palestra Itália, São Paulo
25.03.1923 – América 1 X 0 Sanjoanense São Paulo
01.04.1923 – Rio Branco 2 X 0 América de São Roque São Paulo
Nesse jogo, Carabina se contundiu logo no início e precisou ser retirado da partida. Naquela época não havia substituição.

Último jogo seria entre Rio Branco, campeão da Zona Paulista com o Taubaté, Campeão da Zona Central do Brasil. Foi um inesquecível combate, que não teve Carabina, ainda contundido. No final, prevaleceu o forte e temido conjunto do time de Americana. O Rio Branco era o legítimo Campeão do Centenário, nome e título que levou por vários anos depois.
Em 8/04/1923 o Rio Branco batia o Taubaté por 2 a 1 no Palestra Itália em São Paulo. Braga e Fructuoso marcavam para o Tigre. A base do time era Pizoni; Alfredo e Frutuoso; Ditinho, Rafael e Carrinho; Braga, Paschoal, Herculano, Augusto Américo e Albertino.
1923: BI-CAMPEÃO DO INTERIOR
Com soberania, o alvinegro americanse consegue o segundo título do interior. Com o título, o Tigre já era considerado o supremo do interior, e sem conseguir ser desbancado. Abaixo, toda a campanha alvinegra na Zona Paulista e no Campeonato do Interior: 
08.07.1923 – Rio Branco 0 x 0 Internacional (Limeira) Limeira – SP
22.07.1923 – Rio Branco 1 x 1 Carioba (Americana) Americana – SP
12.08.1923 – Rio Branco 1 x 3 Rio Claro (Rio Claro) Americana – SP
19.08.1923 – Rio Branco 3 x 1 Guarani (Campinas) Americana – SP
02.09.1923 – Rio Branco 3 x 1 XV de Novembro (Piracicaba) Americana – SP
09.09.1923 – Rio Branco 3 x 3 Ponte Preta Campinas/Campo do Pastinho – SP
16.09.1923 – Rio Branco 2 x 0 Velo Clube (Rio Claro) Rio Claro – SP
23.09.1923 – Rio Branco 2 x 1 Palestra Itália (São Carlos) Americana – SP
07.10.1923 – Rio Branco 1 x 0 União Agrícola – Sta Bárbara d’Oeste
21.10.1923 – Rio Branco 1 x 0 Palestra Itália (São Carlos) São Carlos – SP
28.10.1923 – Rio Branco 4 x 0 União Agrícola – Americana – SP
04.11.1923 – Rio Branco 0 x 3 Rio Claro (Rio Claro) Rio Claro – SP
15.11.1923 – Rio Branco 1 x 0 Carioba (Americana) Americana – SP
18.11.1923 – Rio Branco 1 x 1 Guarani (Campinas) Campinas – SP
25.11.1923 – Rio Branco 1 x 1 Internacional (Limeira) Americana – SP
02.12.1923 – Rio Branco 3 x 1 Ponte Preta (Campinas) Americana – SP
23.12.1923 – Rio Branco 1 x 0 Velo Clube (Rio Claro) Americana – SP
06.01.1924 – Rio Branco  1 x 0 Paulista (Jundiaí) São Paulo – SP
25.01.1924 – Rio Branco 1 x 0 Francana (Franca) São Paulo – SP
10.02.1924 – Rio Branco 0 x 0 Sorocabano (Sorocaba) São Paulo – SP
Rio Branco é “garfado” na final da Taça Competência
O Tigre perderia o titulo paulista da chamada Taça Competência, que estava em sua sexta edição, novamente para o Corinthians, dessa vez, de virada e por questionáveis 2 a 1. O jogo ocorreu em 30 de março de 1924, no “Palestra Itália”.
O Tigre saiu na frente, mas levou a virada com gols de Pinheiro e Tatu. Quem viveu próximo à época, como o radialista Geraldo Miante, da Rádio Azul Celeste, lembra dos comentários da ainda Villa Americana e jura que o Rio Branco foi prejudicado demais pelos árbitros nos dois confrontos contra o Corinthians em São Paulo. “Meteram a mão no Tigre”, revive. 
Na crônica ao lado, da imprensa da própria capital da época (do acervo do Marcel Pilatti), há o questionamento acerca do primeiro gol do Corinthians, quando o árbitro havia apitado entrada no goleiro riobranquense, mas com a feitura do gol, não foi capaz de anular.
O PRIMEIRO TIGRE DO BRASIL
O Tigre foi ideia de Plínio Ortolano. O primeiro registro do Rio Branco ser chamado de Tigre data de 1923. Diz a revista “Americana Ilustrada”, de julho de 1951: “Em reunião realizada em 6 de março de 1923, é deliberado oficiar aos seguintes jornais “Correio Paulistano”, “Combate”, “Gazeta de S.Paulo”, “Gazeta de Campinas”, “Il Piccolo”, “Fanfulla”, “Comercio de S. Paulo” e “Folha da Noite”, agradecendo as referências feitas ao quadro do Rio Branco F.C. Oficiar ao Sr. Plínio Ortolano, agradecendo a idéia de pintar o tigre, simbolizando o Rio Branco”.
Desde então, o Rio Branco adotou como mascote o tigre por causa dos instintos deste animal. O tigre, conhecido por sua determinação, força e agilidade no momento da caça, representa a trajetória do Rio Branco no futebol desde a sua fundação, em 1913.
O primeiro Tigre do Brasil
São exatos 38 times no Brasil que utilizam ou utilizaram o tigre como mascote. Entretanto, o Rio Branco foi quem iniciou essa lista, composta por tradicionais, multicampeões e grandes forças do futebol brasileiro. Nada mais justo o maior Rio Branco do Brasil iniciar a caminhada. Confira a lista do mais velho ao mais novo:
Rio Branco/SP (1923) – História contada acima [Tigre da Paulista].
Jaboticabal/SP (1930) – Influenciada pelos instintos do animal tigre [Tigre de Atenas].
Mixto/MT (1936) – Instintos do animal tigre, virou o Tigrão da Vargas, por conta da sede do clube se localizar na Av.Presidente Vargas. 
Marília/SP (1942) – Instintos do animal tigre [Tigre da alvi-celeste].
Vila Nova/GO (1944) – Escolha dos torcedores [Tigre colorado]. 
Libermorro/AM (1947) – Instintos do animal tigre [Tigrão da Liberdade]. 
Criciúma/SC (1949) – Após os primeiros títulos e glórias, virou o Tigrão e Tricolor predestinado. Mascote escolhido através das cores do time e instintos do animal tigre. 
Colo-Colo/BA (1949) – Instintos do animal tigre [Tigrão do coração]. 
Santos/PB (1949) – Instintos e garra do animal tigre [Tigre paraibano].
Guaxupé/MG (1954) – Instintos do animal tigre [Tigre de Minas].
Flamengo/PR (1959) – Instintos do animal tigre [Tigre rubro-negro].
Tiradentes/CE (1961) – Fundado e mantida pela PM do Estado do Ceará, a escolha foi o Tigre pelos instintos do animal [Tigre da Polícia Militar].
Tiradentes/PI (1962) – Após o Tiradentes, do Ceará, adotar o Tigre como mascote, o clube do Piauí seguiu o mesmo caminho [Tigre auri-azul].
Grêmio Acreano/AC (1965) – Instintos do animal tigre [Tigre do Acre].
Vila Aurora/MT (1966) – Instintos do animal tigre [Tigrão].
Novorizontino (1973 – velho) – Por ter as cores do clube [Tigre do Vale].
Tiradentes/PA (1975) – A garra, determínio e instintos do animal tigre [Tigre paraense].
Eunápolis/BA (1982) – Instintos do animal tigre [Tigre baiano].
Gabirobense/MT (1982) – Instintos do animal tigre.
Plácido de Castro/AC (1983) – Após vitória sobre o ADESG, começaram o chamar de Tigre pela garra. Acabou se confirmando [Tigre acreano].
Nova Venécia/PA (1983) – Instintos do animal tigre [Tigre tricolor].
Batalhense/AL (1985) – Instintos do animal tigre.
Interporto/TO (1990) – Foi nomeado o Tigre da Bola por um jornal da cidade e pegou. O motivo foi os instintos.
Ouro Velo/PB (1990) – Instintos do animal tigre [Tigrão da alvi-azul].
Time Negra/PA (1997) – É o Paysandu B e para não repetir o mascote do seu time “original”, o Tigre foi apelidado pela torcida.
CSP/PB (1997) – Determinação da diretoria, tendo em vista os instintos do animal tigre.
Ipatinga/MG (1998) – Em concurso realizado, mais de 1500 pessoas escolheram o animal tigre [Tigre do Vale do Aço].
Joseense/SP (1998) – Por conta do marketing [Tigre do Vale do Paraíba].
Petrolina Social/PE (2000) – Instintos do animal tigre [A fera do Tigre].
Tocantins FC/TO (2000) – Instintos do animal tigre [Tigrão da Serra].
Novorizontino (2001 – novo) – Inspiração no primeiro Novorizontino, cores do clube [Tigre do Vale].
Santa Cruz de Cuiarana/PA (2002) – Quando ainda era um clube amador, a torcida o apelidou de Tigre do Salgado.
Planaltina/DF (2003) – Instintos do animal tigre e decisão dos diretores.
Rolim de Moura/RO (2003) – A diretoria escolheu o Tigre por conta da grande quantidade do animal na região e os instintos do mesmo animal.
Tigres do Brasil/RJ (2004) – Escolha dos diretores baseado nos instintos do animal.
São Bernardo/SP (2004) – Instintos do animal, com o tempo foi nomeado o Tigre do ABC. Alguns torcedores do Interior com “más línguas” dizem ser cópia do nosso Tigre da Paulista.
Votoraty/SP (2005) – Após vencer o Oeste Paulista na segundona paulista, a escolha aconteceu baseada nos instintos. O clube foi comprado pelo Comercial e está licenciado.
Prudentópolis/PR (2008) – Escolha da diretoria, simpatia e instintos do animal.
DIVERTIDA 1: TIGRE EM SJBV
O Rio Branco não vinha bem na Segunda Divisão de 1981. De 9 jogos, tinha vencido apenas três, empatado três e perdido três. Na classificação, o alvinegro americanense estava se distanciando dos adversários. E, no dia 05 de abril de 1981, o Rio Branco foi até São João da Boa Vista, para enfrentar o Palmeiras, em busca de uma vitória essencial. Qualquer resultado que não fosse a vitória, complicaria demais a situação do Tigre na tabela. 
O Tigre entrou em campo, fez um gol, segurou o resultado, mas “por força da natureza” não conseguiu vencer. Como assim? Isso mesmo. Um temporal atingiu São João da Boa Vista, fazendo chover pedra no estádio. O jogo foi encerrado antes de chegar aos 40 minutos do primeiro tempo. Os jogadores do Rio Branco voltaram decepcionados e tiveram que aguentar as piadinhas: “Rio Branco ganhando? Ah, vai chover, e chuva de pedra”, como traz o jornal O Liberal um dia após a partida. 
DIVERTIDA 2: VASQUINHO
A primeira do Vasquinho no especial de hoje. Esse é o registro do jornal O Liberal do dia 05 de julho de 1966, relatando um fato inusitado no jogo Vasco 3×3 Amália, no dia 03, válido pela quarta divisão paulista. O jogo aconteceu no Victório Scuro. “No último domingo a nossa reportagem teve oportunidade de presenciar, no campo do Vasco, um acontecimento interessante. Os dirigentes vascaínos contrataram para dirigir a equipe profissional um técnico de outra cidade. Êste técnico vem orientando o Vasco desde o início do campeonato. Todavia, a maioria da torcida do Vasco ainda não o conhecia e por isso deu-se o seguinte fato: na 2ª etapa do cortejo, o técnico, dentro do gramado, fazia orientações a seus pupilos. O juiz da partida solicitou-lhe que se retirasse e êle o fez. Acontece, porém, que ao se retirar, numerosos torcedores de Americana – não sabendo que êle era também do time de Americana – começaram a ofender e xingar, quase chegando a vias de fato. 
No entanto, no decorrer da confusão, os torcedores tiveram conhecimento de quem era o elemento e… ah!… êle é dos nossos! Então tá tudo certo! Juiz ladrão, deixa o home entrá outra veis!…”
OS 7 A 1
Três foram as vezes que o Rio Branco goleou algum adversário por 7 a 1 após a reativação do futebol em 1979. Curiosamente, dois desses times fazem parte da região mogiana, e o outro fazia antigamente: Mogi Mirim e Guaçuano, os atuais mogianos, e o Estrela de São Carlos, antigo integrante da divisão mogiana. 
O jogo contra o Mogi Mirim aconteceu no dia 24 de março de 1999, válido pelo Campeonato Paulista de 1999. Sandro Hiroshi, Marcos Senna e Pena colocaram o Sapão na roda. Um resultado único e pouco convencional. 
Rio Branco: Maurício; Augusto, Max Sandro e Gilmar Lima; Marcos Teixeira, Alexandre Dorta (Careca), Odair (Paulo César), Marcos Senna e João Marcelo; Pena (Osmar) e Sandro Hiroshi. Técnico: Lula Pereira. 
Mogi Mirim: Anselmo; Ronaldo, Paulão, Marcelo Batatais (Márcio) e Rogério; Eduardo, Luís Gustavo, Anderson e Canela (Ariel); Luiz Mário e Alex (Nelsinho). Técnico: José Carlos Serrão. 
Local: Estádio Décio Vitta
Público: 2.472 pagantes
Gols: Marcos Senna (2), Odair, Sandro Hiroshi (2), Pena e Osmar para o Rio Branco; Luís Gustavo para o Mogi Mirim. 
Voltamos para 1985, Copa FPF/Rede Globo, e o Tigre venceu o fraquíssimo Estrela de São Carlos por 7 a 1. No jogo de ida, lá em São Carlos, o alvinegro não saiu do zero, no estádio Fazendinha. Segundo o jornalista Zaramelo Jr., o campo do estádio do time sãocarlense tinha muitos cupinzeiros. Quanto amadorismo, Estrela! 
Rio Branco: Marquinhos; Ercides, Darci, Ari e Paraná; Sarandi (Nenê), Henry (Vitor) e Zito (Stênio); Paulo Roberto (Cássio), Henrique e Edmar. Técnico: Tonho.
Estrela: Fernando; Tuca, Marquinhos, Dadá (Nego) e Laerte; Tite, Edson e Amarildo; Betinho (Julio), Carlinhos e Dé. 
Local: Estádio Riobrancão
Público: 334 pagantes
Gols: Edmar (2), Zito, Henrique (2), Henry e Cássio para o Rio Branco; Dadá para o Estrela. 
Mandi frito? O Rio Branco, do técnico Afrânio Riul, no dia 2 de outubro de 1983, goleou o Guaçuano por 7 a 1, no DV, pela segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. E vamos cochichar para o adversário não escutar: foi fácil, riobranquenses, um passeio. 
Rio Branco: Marquinhos; Gibi, Fernando, Jorginho e Dodô; Sarandí, Dau (Lucas) e Zito; Roberto Cruz, Jairo (Telles) e Bispo. Técnico: Afrânio Riul. 
Guaçuano: Nilton; Mauricinho (Duda), Elson, Papinha (Ditinho) e Marquinhos; Luiz Carlos, André e Antonioni. Grilo, Claudinho e Valter. Técnico: Ademar Alves. 
Local: Estádio Riobrancão
Público: 3.088 pagantes
Gols: Zito (2), Roberto Cruz (2), Jairo, Dau e Bispo para o Rio Branco; Ditinho para o Guaçuano. 
CONTRA CORES
Você sabe o retrospecto do Rio Branco contra as cores de cada time? O Tigre não se dá muito bem contra outros alvinegros, cor de 4 dos seus seis rivais. Vamos analisar os retrospectos. 
Rio Branco x alvinegros: 262 jogos; 79 vitórias, 80 empates e 103 derrotas.
Rio Branco x alviverdes: 165 jogos; 57 vitórias, 48 empates e 60 derrotas.
Rio Branco x alvirrubros: 170 jogos; 68 vitórias, 48 empates e 54 derrotas.
Rio Branco x alviazuis: 200 jogos; 79 vitórias, 52 empates e 69 derrotas.

OS TROFÉUS

Não é pouco. O Rio Branco possui um arsenal de taças em sua galeria: mais de 300. Não pense você que tudo isso é do futebol. O Tigre é um dos clubes poliesportivos mais gloriosos. Campeão Paulista hóquei e de futsal, campeão de vários torneios de natação, Campeão Paulista de tênis de mesa, e Campeão Panamericano de tiro ao prato com Athos Pisoni (sendo uma medalha de ouro histórica para o esporte brasileiro). Além disso, o alvinegro também foi representado no vôlei, basquete e até equitação, acreditem. O futebol é apenas uma parte da história desse time glorioso. Infelizmente, pelo descaso de sua administração, as taças estão jogadas as traças na Sede Náutica do RBEC. Mas, acima de tudo, essa imagem mostra a grandeza do Rio Branco Esporte Clube.
MUNDIAL INTERCLUBES SUB-16 DE 1997
Um dos grandes orgulhos do Sr. Zé Pulga, técnico do Sub-16 do Rio Branco naquela época. O Rio Branco foi até Dallas, EUA, representar o Brasil e a América do Sul no mundo no campeonato mais forte de bases na época. Ao lado de Chivas Guadalajara, Rot Weiss (da Alemanha), Pachuca, Tigres, Estrellas Infantiles, Estudiantes de Tecos e Santa Ana (da Guatemala), o Rio Branco foi cabeça de chave. 
A divisão era o seguinte: 24 times dos EUA, 4 times mexicanos (5 no caso desse campeonato, pois um time americano de Oklahoma City desistiu), 2 representantes da América Central, 1 representante da América do Sul e 1 representante da Europa. O Tigre, na época campeão paulista Sub-17, em cima do São Paulo, foi o representante sul-americano. As 32 equipes eram divididas em oito grupos de quatro participantes, sendo que apenas o primeiro colocado se classificaria à próxima fase. O Rio Branco começou bem: duas vitórias em dois jogos (sobre o Tulsa Hurricane por 2 a 0, e sobre o Boise Nationals por 2 a 1), mas no jogo decisivo o alvinegro foi derrotado pelo FC Delco por 3 a 2, perdeu a liderança, e foi eliminado da competição. 
GRUPOS DO MUNDIAL SUB-16 DE 1997


CURIOSIDADE: 11 A 0 SOBRE A SUÉCIA

Enquanto os titulares e os reservas do Sub-17 1997 foram aos EUA disputar o Mundial (Dallas Cup), os terceiros reservas ficaram no Brasil e disputaram um amistoso contra a Seleção da Suécia. O resultado? Uma sapata de 11 a 0. Depois do jogo, os jogadores da Suécia caíram na piscina da Sede Náutica.
Em entrevista, o técnico do Rio Branco na partida atribuiu o resultado elástico ao forte calor brasileiro. Segundo ele, o time da Suécia não estava preparado para jogar no sol forte de uma tarde. Os jogadores do Tigre, contentes com a vitória, não gostaram muito da declaração.

OS PRESIDENTES
Você sabe quantos presidentes comandaram o Rio Branco? E quem são? Então veja a lista ai:

1913 – 1915: Domingos Meirelles
1915 – 1920: Cristiano Vescel
1920 – 1921: Oscar Seixas
1921 – 1922 e 1922 – 1923: Romeu Cerione
1922 e 1923 – 1926: Liráucio Gomes 
1926: Lázaro de Matos
1927: Daniel Boldrini
1928 – 1930: Raphael Vitta
1930 (temporário): Eduardo Medon
1931 – 1933 e 1933 – 1934: Ordival Gomes 
1933: Hans Schweiser
1935 – 1941: João Truzzi (comissão provisória)
1935 – 1941: Aurélio Cibin (comissão provisória)
1942 – 1944: Antonio de Camargo Neves
1945 – 1947: Adílio Feola
1946: Abrahim Abraham 
1948: Nacim Elias 
1949: Paschoal Dei Santi
1950 – 1952: Antonio de Camargo Neves 
1953 – 1954: Xisto Batistuzzi
1955: Valentim Marton
1956: Salvador Barros 
1957 – 1958: João Tamborlin 
1959 – 1963: Fernando Gonçalves 
1964: José Milazoto
1965: Raimundo Siviero 
1966 – 1968: Guilherme Streicher Junior 
1969 – 1970: Tabajara Fonseca 
1971 – 1979: Délcio Dollo
1980 – 1982: Décio Vitta
1983 – 1985: Luis Mário Marin (“Tchida” Marin)
1986 – 1988: Frederico Antônio Pantano 
1989 – 1991: Francisco Antonio Sardelli (Chico Sardelli)
1992 – 1995: Armindo Borelli
1996 – 2000: Raphael “Minão” Vitta
2000 – 2001: Frederico Antônio Pantano 
2002 – 2003: Oswaldo De Nadai 
2004 – 2005 e 2006 – 2007: Sérgio Luiz Meneghel 
2008 – 2009: Walter Bartels (instabilidade política – começou como um colegiado e terminou em Walter)
2010 – 2011: Roberto Zacarias 
2012 – 2013: José Antônio Franzin
2014 -: Marcelo de Barros Feola (“Téo” Feola)

OS BAILES

Domingueira, baile do Hawai, grupos musicais, e eventos em geral. O Rio Branco era sucesso em Americana e região. Seus eventos era um máximo, sempre lotados. A sede social nunca esteve vazia nessa época. E isso foi fundamental para que muitos casais se formassem dentro do Tigre. Além de clube recreativo e poliesportivo, o Rio Branco também era um belo “cupido” aos garotos apaixonados que saíam a caça das mulheres nas domingueiras. A foto abaixo retrata um baile que sempre era muito esperado também: a noite do Batman. Pessoas iam ao Baile vestidas de Batman para se divertir e dançar muito. A procura sempre era enorme.
OS CLÁSSICOS
Clássico sempre será aquele jogo nervoso, pegado, difícil e muito tenso. Não diferente do Rio Branco que possui seis rivais (isso mesmo, seis). O primeiro, e o maior rival, é o vizinho União Barbarense, com o qual faz o terceiro dérbi mais popular e disputado do estado de São Paulo. Envolvendo, até mesmo, muitas raízes históricas das duas cidades. O segundo é o XV de Piracicaba, com o qual ostenta grande rivalidade também. O terceiro é o Guarani cujo clássico se chama “Clássico de Ouro”. O quarto é a Internacional, de Limeira, com a qual sempre fez grandes jogos, sendo um embate de verdadeiras forças do interior. O quinto é a Ponte Preta, eterna rival do alvinegro americanense tanto na primeira quanto na segunda divisão. E, por fim, o União São João, de Araras, sexto rival, sendo o segundo time que o Rio Branco mais enfrentou na Era Profissional (perdendo somente para o arquirrival União Barbarense). 
Ao todo, desde 1979, o Tigre da Paulista jogou 223 clássicos (contando com o da última quarta, dia 30, contra o União), sendo 60 vitórias, 71 empates e 92 derrotas. 265 gols feitos e 298 gols sofridos. Vantagem em retrospecto apenas contra a Internacional de Limeira. Mas, para o torcedor, o clássico que ficará guardado na memória é a maior goleada em dérbi e maior vitória do Tigre fora de casa na Era Profissional. Um, dois, três… Seis! Sim, 6 a 0 para o Rio Branco sobre o União Barbarense no dia 20 de julho de 2006, em Santa Bárbara d’Oeste. E olha como os jornais destacaram a goleada:
CONTRA OS RIVAIS
Rio Branco x União Barbarense (desde 1979): 58 jogos; 13 vitórias, 19 empates e 26 derrotas. 67 gols feitos e 76 gols sofridos. 
Rio Branco x União Barbarense (desde 1914): 88 jogos; 26 vitórias, 24 empates e 33 derrotas. 113 gols feitos e 107 gols sofridos. Cinco resultados não conhecidos.
Rio Branco x XV de Piracicaba: 36 jogos; 6 vitórias, 12 empates e 18 derrotas. 35 gols feitos e 62 gols sofridos. 
Rio Branco x Guarani (desde 1914): 49 jogos; 14 vitórias, 12 empates e 22 derrotas. 66 gols feitos e 87 gols sofridos. Um resultado não conhecido.
Rio Branco x Guarani (desde 1979): 27 jogos; 7 vitórias, 8 empates e 12 derrotas. 37 gols feitos e 36 gols sofridos.
Rio Branco x Inter de Limeira: 23 jogos; 8 vitórias, 7 empates e 8 derrotas. 31 gols feitos e 26 gols sofridos. 
Rio Branco x Ponte Preta: 25 jogos; 8 vitórias, 6 empates e 11 derrotas. 28 gols feitos e 27 gols sofridos. 
Rio Branco x União São João: 56 jogos; 18 vitórias, 20 empates e 18 derrotas. 71 gols feitos e 75 gols sofridos. 
CURIOSIDADE 3: LISTRADA?
Quando fala-se em Vasco, logo vem a mente uma camisa com uma faixa cortando transversalmente. Não é o caso do Esporte Clube Vasco da Gama, de Americana. O cruzmaltino americanense tinha uma camisa listrada e uma cruz de malta vermelha chumbo. Um uniforme belíssimo. 
CURIOSIDADE 4: O ESTANDARTE ALVINEGRO
A bandeira do Tigre, obrigatoriamente, possui 13 listras horizontais, sendo 7 listras pretas e 6 listras brancas. Há, no centro, entre as listras 4 e 8, de cima para baixo, o escudo do Rio Branco Esporte Clube, e necessariamente abaixo do emblema, na listra 9, a data de fundação do alvinegro americanense (04/08/1913).
Não há uma data específica para a oficialização da bandeira alvinegra. Contudo, sabe-se que ela é pintada e estampada desde a década de 10 do século passado, mas com o escudo diferente. Devidamente registradas nas atas e nos estatutos do clube.
A bandeira alvinegra engloba a história da cidade de Americana e do estado de São Paulo. A bandeira dos EUA possui, também, 13 listras horizontais, representando as treze colônias americanas. Esse mesmo modelo inspirou a bandeira do estado de São Paulo. Então, os fundadores e os primeiros diretores do Tigre, conhecedores das duas bandeiras e da história da cidade de Americana, resolveram unir ambas e formar uma só: as 13 listras vieram da bandeira estado-unidense, e as cores das listras vieram tanto da bandeira paulista quanto das próprias cores do clube. O branco remete à paz e o preto à nobreza.
Entretanto, em 1979, na volta do Tigre ao futebol profissional, os diretores alvinegros junto ao presidente Délcio Dollo (e mais tarde, Décio Vitta), discutiram uma eventual mudança na bandeira. O estandarte poderia deixar de ser listrado, e possuir apenas uma listra TRANSVERSAL, de cor branca, com o fundo preto, que remeteria ao Esporte Clube Vasco da Gama, já que o emblema alvinegro foi inspirado no escudo do Americana Esporte Clube. Todavia, após três rápidas discussões sobre o assunto, a homenagem ao Vasquinho foi descartada.
Além do Tigre, os times: Bragantino, Bandeirante de Birigui e Botafogo de Ribeirão Preto, utilizam esse formato de bandeira com 13 listras. Mas, o Rio Branco, foi o primeiro time do estado a utilizar esse formato. 
FOTO SURPRESA: 1999
Carnaval na Avenida Paulista, em São Paulo. Um carro alegórico da Federação Paulista de Futebol desfila por uma das mais importantes avenidas paulistanas com o símbolo de todos os participantes do Paulistão 99. O Tigre está lá, e o União também. 
CANTE O HINO DO TIGRE


O MELHOR PAULISTÃO
Muitos acreditam que o melhor paulistão do Rio Branco foi em 2002, quando o Tigre foi 3º colocado sem a presença dos grandes. Mas não, o considerado melhor paulistão do Tigre em toda a história foi em 1993, quando Cassiá era o técnico.
O ano em que o Palmeiras voltou a conquistar um título, o Tigre termina na 8ª colocação com 36 jogos disputados, tendo ido ao octogonal final. Foram 13 vitórias, 12 empates e 11 derrotas. O ataque marcou 47 gols e a defesa sofreu 44.
O Tigre trouxe Edimar (ex-Corinthians e Seleção) para ser uma das estrelas da equipe. O artilheiro alvinegro foi Mazinho Loyola, com 12 gols.
Time base: Hugo; Marcinho, Camilo, Marcelo Fernandes e Carlinhos Capixaba; Gerson, Edimar e Flávio Conceição; Gilson Batata, Mazinho Loyola e Aritana.
Demais: Marquinhos, Leandro, Galeano (aquele, ex-Palmeiras), Eraldo, Ronaldo, Moreno, Marcelo Formiga, Duda, Urnal, Toninho Cajuru e Sidnei.
ESTOPIM – O JOGO DA HISTÓRIA – CLÁSSICO DE OURO
Rio Branco 1×1 Guarani 09/05/1993 – Americana
Campeonato Paulista – Gols: Fernando (GUA) e Mazinho (RB). Público: 13.662.
“No dia 9 de maio daquele ano, no Décio Vitta, o Tigre perdia para o Guarani por 1 a 0 e estava sendo eliminado do Paulistão, já que o Mogi Mirim vencia sua partida em Mogi. Eis que, nos acréscimos, Mazinho recebe e bate cruzado para estufar as redes do gol de entrada do DV. Era o empate e o passaporte para o octagonal.” Roger Willians. 

 
Capa do jornal
O Liberal depois da vitória mágica contra o Guarani

 
O médico
Armando Fornari chora de emoção

 
Na época, o
Tigre era dirigido por Cassiá, considerado o segundo maior técnico da história
do Rio Branco. O gol emocionante foi mais um dos inúmeros capítulos de Cassiá
no Tigre.

Áudio do gol mágico de Mazinho. O tento classificou o Tigre à reta final do Paulistão de 1993. A torcida invadiu a cabine da Notícia FM para comemorar o gol. Vale ressaltar que o áudio foi levantado pelo jornalista Roger Willians junto ao Henrique Silveira, presidente do Copa Americana. Fantástico!
O GOL QUE REPRESENTA
Série A-3 2012, Americana, dia 28 de abril de 2012, o Tigre enfrentava o Capivariano, no Estádio Décio Vitta. O Rio Branco insistia, pressionava, tentava, mas não conseguia. O Leão da Sorocabana se defendia com todas as armas. Aos 48 minutos do segundo tempo, o zagueiro e capitão Bernardi, hoje no Guarani, fez o considerado “gol do acesso” riobranquense. Além disso, o gol foi um troco aos diretores e torcedores do Leão, que durante toda a semana provocaram a torcida riobranquense. 
É o gol que representa o alvinegro. Chorado, suado, emocionante, e com estádio cheio. A narração é de Carlos Kabela e o áudio da Rádio Azul Celeste. Pimba, Tigre!

2012: TIGRE É CAMPEÃO
Começou com Cecel e terminou com Túlio Renan. Começou com Cilinho, terminou com Luisinho Quintanilha. Começou sofrendo, terminou comemorando. Começou como estrela, terminou com invejado. Esse é o Tigre de 2012, que conquistou o título da Série A-3 de forma soberana e sem qualquer questionamento.

27 jogos, 16 vitórias, sete empates e 4 derrotas. 43 gols marcados e 22 gols sofridos. O Rio Branco mostrou que era grande demais para continuar na terceira divisão paulista. A maior derrota? 1 a 0, para o XV de Jaú, no Décio Vitta. Não tinha como esse time não ser campeão.

FOTO EMBLEMÁTICA: TONA
Na estreia contra o Monte Azul, na Série A-2 2014, o apaixonado Tona, dono de um dos textos mais emocionantes do Rio Branco, exibiu com muito orgulho um objeto histórico. O campeão de caça ao tiro do Rio Branco, mostrou-se com bala na agulha e exibiu a medalha para todos da imprensa.

A CHARGE HISTÓRICA: TIGRE X BUGRE
Uma das charges mais bem boladas do Rio Branco. Carlos Reis, do jornal O Liberal, em 94, representou muito bem a rivalidade Tigre x Bugre. Aliás, rivalidade histórica, já que em um dos carnavais da década de 20 do século passado, um dos carros alegóricos tinha um Tigre “engolindo” o Índio. 

 5 RETROSPECTOS REVELADOS
Alô, nação! Você que gosta de conferir retrospectos, segue cinco retrospectos inéditos e nunca revelados para a nação:

Rio Branco x Sãocarlense: 14 jogos; 3 vitórias, 6 empates e 5 derrotas. 11 gols feitos e 12 gols sofridos.
Rio Branco x Corinthians de Presidente Prudente: 6 jogos; 2 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. 6 gols feitos e 6 gols sofridos.
Rio Branco x Velo Clube: 27 jogos; 10 vitórias, 12 empates e 5 derrotas. 35 gols feitos e 28 gols sofridos.
Rio Branco x Ginásio Pinhalense: 14 jogos; 8 vitórias, 2 empates e 4 derrotas. 17 gols feitos e 8 gols sofridos.
Vasco da Gama x União Barbarense: 23 jogos; 4 vitórias, 8 empates e 11 derrotas. 28 gols feitos e 39 gols sofridos.

5 FOTOS MARCANTES

1981 – DIVISÃO INTERMEDIÁRIA – RIO BRANCO 1X0 NACIONAL

RIO BRANCO 2X0 GRÊMIO OSASCO – SÉRIE A-3 2012

COMEMORAÇÃO DO ACESSO DE 1990

FOTO: Henrique Silveira. DV lotado em 1992 para o clássico contra a Ponte. Resultado: 2 a 1 Macaca.
RIO BRANCO 2X1 SÃO JOSÉ – 2009

5 ESQUADRÕES
Para muitos, o melhor elenco da história. 1921 a 1923.

Rio Branco de 2009. O futebol encantou, mas o Tigre foi vice-campeão.

Rio Branco de 1993. O Tigre fez campanha sensacional no Paulistão. Foto: Riobrancana.

Rio Branco de 1990: o time do primeiro acesso da história.

Rio Branco de 2002. O “campeão moral” do Paulistão. Foto: Riobrancana.

5 TORCIDAS
MALUCOS DO TIGRE
A maior torcida organizada da história do Rio Branco Esporte Clube, surgiu como foguete e, nesses 24 anos, alçou altos voos. Os Malucos sempre farão história. Não tem como. 
TIGRES DO FREZZARIN
A segunda maior organizada da história do Rio Branco Esporte Clube. E não adianta mentir, os caras eram fanáticos mesmo. Faziam uma festa linda e tinham bandeiras maravilhosas. Depois do aparecimento da Malucos, a Tigres caiu no conceito até sumir. 
TURBO
Uma das principais torcidas organizadas do Rio Branco na década 80/90. Sem dúvidas, um torcida que marcou presença, mas não foi muito registrada em fotos. 
TUDÉIS
Outra torcida marcante da década de 90, época em que o Tigre estava na primeira divisão. Com grandes caravanas e um bom número de torcedores, a torcida marcava presença nos jogos. 
INFERNO ALVINEGRO
Com gritos personalizados, a torcida gostava de inovar. Foi uma grande novidade na década de 80. Acabou perdendo membros e se extinguindo no fim da década de 80.
5 DECLARAÇÕES
A vida do Rio Branco sempre foi marcada por declarações polêmicas ou animadoras. Até porque, a imprensa nunca deixou de cobrir o Rio Branco, então declaração não falta. Vamos conferir algumas dessas declarações. 
1 – “O Rio Branco é um clube inteligente” Cilinho, 23 de junho de 1993.

2 – Dérbi no Centro Cívico. União chia e ameaça não jogar. “Tchida” Marin, presidente do Rio Branco, responde: “Se eles não querem jogar no Centro Cívico, eu também não desejo jogar no campo deles, que em matéria de segurança aos atletas é pior que o estádio da Colina”.

3 – “Somos pobres operários. Enquanto jogarmos futebol, jogaremos para o Tigre. O dinheiro não nos interessa. Temos o Rio Branco dentro dos nossos corações. Agradecemos, mas é inútil insistir” – Albertino, em 1922, ao recusar proposta do rico Paulistano declarando amor ao Rio Branco.

4 – “Rio Branco, levanta, sacode a poeira, e dá a volta por cima” – Cilinho, ao ser apresentado oficialmente para a Série A-3 2012, em 11 de setembro de 2011. 

5 – “Obrigado! Essa conquista é do Rio Branco, mas acima de tudo Sr. prefeito, essa conquista é de toda a população americanense” Décio Vitta, em 1977, ao inaugurar o Estádio Riobrancão. 

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2 Comments

2 comentário

  1. Henrique Silveira

    08/12/2014 at 2:35 am

    Show de bola. Simples assim!

  2. Anônimo

    05/18/2016 at 11:49 pm

    Ex-Trem da Alegria, Juninho Bill, que atuou como meia, fazia parte do elenco do Rio Branco, em 1998.

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